Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, desenhos, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Trilha Sonora Original do Fanzine Phodas-C

Como já citado, em postagem antiga, nosso fanzine Phodas-C, chegou a sair com alguns brindes.  Dentre os brindes, uma fita K7 com a trilha sonora do fanzine.  Já postei aqui (ver postagens antigas) a capa da trilha sonora internacional original do fanzine (a segunda trilha lançada).  Agora eu posto a capa e contra capa da trilha sonora nacional original do zine (a primeira lançada).  Não me perguntem o ano disso, porque sinceramente não lembro.  Só afirmo, com toda certeza, que foi em meados da década de 90.  Seleção  e gravação feitas por minha parte.  Arte e desenhos do irmão Adelino Lobato.
Agradecimentos especiais ao amigo Daniel Dante que digitalizou e me passou essa raridade, que nem eu possuo mais.



terça-feira, 5 de julho de 2011

Phodas-C -24

Mais uma postagem do polêmico fanzinePhodas-C” que eu fazia em conjunto com meu amigo Adelino Lobato.  Como a filosofia tratava de descarregar no fanzine tudo que não prestava dos autores e cada exemplar tinha uma temática, neste exemplar, colocamos o preconceito aos homossexuais (por isso que o exemplar tinha o número de 24 negativo).  Evidente que era apenas uma “descarga artística” e que não temos nenhum tipo de homofobia.  Ao contrário, temos alguns amigos homossexuais.  Que isso fique claro para não nos gerar processos.
Abaixo a parte que me cabia.  Capa, contra capa, e editorial.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Phodas-C 0

O “Phodas-C” n° 0 foi o primeiro número lançado deste polêmico fanzine, que eu e Adelino Lobato fazíamos no Clube Dos Quadrinheiros De Manaus.  Este número em específico, pelo fato de ser o primeiro, não é tão “pesado” quanto os demais que vieram a seguir.  Também não vinha com os brindes que posteriormente adotaríamos, de modo pioneiro no seguimento em Manaus.  Porém, já havíamos decretado a filosofia punk destrutiva do zine.  Abaixo disponível capa e contra capa de minha autoria.  Aconselho aqueles que ainda não sabem do que se trata, olharem o arquivo deste blog.  Há postagens mais explicativas sobre este tão comentado fanzine na época de seu lançamento.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Brinde Do Phodas-C 1374


O brinde do fanzine Phodas-C n° 1374 era uma fita K7 com a Trilha Sonora Internacional do Phodas-C (sim, houve a Trilha Sonora Nacional.  Não possuo cópia, mas se um dia eu encontrar com alguém, postarei aqui) trata-se de uma seleção de músicas ordinárias, gravadas num aparelho ordinário numa fita K7 ordinária, pois era um brinde de um fanzine ordinário.  Primeiro eu fui atrás das fitas K7.  Rodei as importadoras da Zona Franca de Manaus até encontrar o preço mais barato de uma marca japonesa tão vagabunda que qualquer pessoa era capaz de quebrar a fita ao meio apenas com as mãos.  Posteriormente recebi duas reclamações dessas fitas que enrolaram no cabeçote de aparelhos.  Depois parti pra seleção.  Como o fanzine era em parceria com Adelino Lobato, convidei-o para colaborar.  Haviam dois critérios básicos: 1) tinha de ser banda ou artista internacional, visto que brasileiros já estavam na Trilha Sonora Nacional e 2) a música tinha de tratar de devassidão, drogas, caos ou qualquer outro assunto non sense em sintonia com a filosofia anárquica (no pior sentido da palavra) do zine.  Como Adelino já havia feito a capa da Trilha Sonora Nacional, eu tratei de fazer essa Internacional.  Porém, como eu queria algo relativo à temática abordada no exemplar do zine que viria com o tal brinde, optei por fazer uma capa relacionada com a capa do fanzine.  A capa deste Phodas-C era abstrata, então quase não tive trabalho em fazer a capa da fita abstrata também.  Estava pronta a Original Soundtrack Recording of Zine Phodas-C.
Abaixo a capa e contra capa da tal fita brinde.



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Phodas-C 1374 (Originais)


Certo dia, visitei Adelino Lobato e ele estava fazendo uma espécie de faxina em seus arquivos.  Vi uma pilha de revistas, fanzines, prospectos e outra papelada que ele iria literalmente jogar ao lixo.  Perguntei se poderia ficar com algo que poderia me interessar e ao ouvir a confirmação comecei a catar o papelório.  De repente ele chega a meu lado dizendo: - Presente pra ti.  – Eram os originais da capa e contra capa do “Phodas-C” n° 1374.  Parte de minha produção do fanzine quase ia para o lixo.
Abaixo a disponibilização do material.



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Filosofia Dos Deuses

Faço fanzines desde minha adolescência.  Não há como negar que produzir arte independente é uma das melhores formas de expansão da liberdade criativa.  As páginas abaixo são as únicas cópias que consegui de um antigo fanzine que fiz chamado “A Filosofia Dos Deuses” que eu distribui gratuitamente no final da década de 80.  Nelas se pode ver uma ingênua poesia punk, que reproduzo, abaixo e uma parte de uma matéria sobre o Iluminismo.
Caso alguém tenha alguma cópia de algum outro material antigo meu, agradeceria se permitissem reprodução para postagem aqui.



 
DO FOGO PRO GOZO

 
Se faltar proteínas
Minha mente irá parar.
Se minha mente parar
Meu corpo também irá parar.
Isso é rotina nesse mundo.
Em vez de ajudar, acabam com nós.
Ir para a escola
Durante toda juventude
Ser um fiel católico,
Ter uma família e um bom emprego
Em nome do pai, do filho
E do espírito santo. Amém.
Fodam-se todos ao meu redor
Vou esquartejar minha namorada,
Trair meu melhor amigo,
Fazer sexo explícito com meus parentes mais próximos,
Explodir todas as bombas atômicas,
Destruindo quem aparece no caminho.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Franca Zona n° 6

Único fanzine do Clube dos Quadrinheiros impresso em off set e distribuído em bancas de revista, o “Franca Zona” n° 6 fez história.  Cada número novo do Franca Zona tinha a capa feita por um artista diferente do grupo.  Neste, eu fui o escolhido.  Uma garota me disse que a ilustração era trágica.  Fiquei satisfeito com o comentário.  Gosto de tragédias por elas serem mais realistas.  Na época eu estava vidrado em Clive Barker e buscava uma expressão da violência que não fosse vulgar nem explícita.  Contudo, deveria ser sangrenta e ter alguma coisa de carne.
Interessante como a arte pode alcançar ótimos resultados quando se usada com criatividade e simplicidade.  Pra realizar a ilustração, eu despejei nankin aguado numa parte de um pneu e rolei ele sobre uma folha de papel.  Depois salpiquei mais da tinta simbolizando o sangue e inseri o olho que foi feito separadamente.  Pra finalizar, adicionei nome do zine e a capa ficou pronta.  Tudo feito em cerca de 15 minutos.  O resultado ficou tão satisfatório que posteriormente mandei fazer uma camiseta com a capa do fanzine.



domingo, 3 de outubro de 2010

Phodas-C 1374

                    Lançado este fanzine num “Arte Na Praça”, várias pessoas me perguntavam se o fanzine estaria mesmo naquele número.  Um garoto chegou logo me congratulando por nunca ter ouvido falar de um fanzine que tivesse alcançado tal edição.  Eu ria e explicava que não.  A numeração era produto da filosofia anarquista do zine que não seguia ordem nenhuma.  A idéia da capa (que foi feita em parceria com uma garota que na época era minha namorada) eu tive num lapso.  Pensei que não havia algo mais relacionado ao “Phodas-C” do que o dadaísmo.  Imediatamente tive o atino de fazer algo abstrato.  Reparem que até a, já tradicional colagem da última capa (procurem que vocês acharão fotos 3x4 dos autores), e a frase de Jim Morrison, estão na temática non sense.  Dentre o material usado pra pintura, constava esmalte de unhas.  Descobrimos alguns vidrinhos prestes a serem jogados no lixo por alguém que não os queriam por estarem vencidos, então resolvi reaproveitá-los.  O brinde deste número era uma fita K7 contendo a trilha sonora internacional do fanzine.  Logo falarei um pouco mais sobre esse brinde.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Phodas-C 69

Enquanto o “Phodas-C” n° 0,5 teve uma temática mais voltada para as drogas, o n° 69 abordou a sexualidade de uma maneira bem genérica.  Acompanhava o zine, um preservativo como brinde.  Um conhecido que comprou um exemplar, disse estar comprando só pelo brinde.
Como dito antes, capa, editorial, última página e contra capa são de minha total autoria e todo o miolo de autoria do meu amigo Adelino Lobato.



Os autores do “Phodas-C” numa foto em que intencionalmente posamos de intelectuais satirizando essa raça desgraçada que pensa ser superior.  Este que vos escreve e Adelino Lobato.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Phodas-C 0,5

“Phodas-C” foi sem dúvida um dos fanzines mais polêmicos já manufaturados na cidade.  O nome foi em homenagem ao primeiro disco de Léo Jaime lançado em 1984.  Era produzido por mim e por Adelino Lobato.  Eu tratava das duas capas, do editorial na primeira página e da última página.  Adelino era responsável por todo o miolo.
O objetivo do fanzine era fazer dele nossa válvula de escape e ali colocar todos nossos medos, preconceitos, ódios, incoerências e tudo mais que não presta de sentimentos e qualidades que habitam o interior do ser.  A idéia era fazer sempre cada número pior que o antecessor e assim expurgar nossas ruindades que teem de ser jogadas fora.  O fanzine alcançou seu objetivo.  Gerou raiva do artista multi mídia, Mayr Mendes que chegou a me dizer que não podíamos fazer aquilo e que se tratava de uma grosseria de mau gosto disfarçada de arte.  Gerou raiva da professora da UFAM Conceição Derzi, que numa reunião dos Quadrinheiros, discorreu uma retórica contra o produto, alegando que a Universidade jamais apoiaria aquele tipo de impresso.  Imediatamente pedi dela o discurso por escrito para publicar no fanzine, mas infelizmente não fui atendido.
O fanzine era totalmente anárquico.  Não tinha periodicidade nem numeração coerente e chegou a influenciar a criação do “V.T.N.C.” do desenhista e quadrinhista Arthur Araújo (vulgo Farrapo).
Não lembro de nenhum outro fanzine em Manaus que tenha vindo com brinde.  Pois o “Phodas-C” teve brindes em quatro exemplares dos seis lançados.  Falarei dos brindes quando postar os fazines que eles acompanhavam, por merecer uma história à parte.
Chegou um certo ponto onde tivemos que acabar com o fanzine, porque haviam pessoas que estavam se incomodando muito e a coisa estava começando a ficar perigosa.
As contra capas eram colagens aleatórias com alguma frase chocante de celebridades ou anônimos.  Nas histórias em quadrinhos do miolo eu sempre dizia para o Adelino não caprichar muito e relaxar quanto à arte final.  Podia deixar tosco mesmo para manter a “filosofia”.
O “número último” (é assim mesmo a numeração deste), que marcou o “assassinato” do zine por seus próprios autores, é tão peculiar que terei de fazer uma resenha apresentando ele (vocês entenderão o porque), mas enquanto isso não acontece, fiquem aqui com a capa e contra capa do número 0,5.