Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Anatta - Seaside

A proliferação de bandas covers é um fato inegável na Indústria Cultural. Contudo, dentre essas, várias seguem suas carreiras autorais partindo deste princípio, que por muitas vezes se inicia numa simples bricadeira de homenagem a ídolos. É natural que a grande maioria não nega suas influências e ainda fazem questão de deixá-las evidente em suas trajetórias. Este é o exemplo dos manauenses do Seaside em seu debut álbum intitulado “Anatta”, lançado em Agosto de 2016.
A linda ilustração da capa do debut Anatta, do trio amazonense Seaside
O CD abre com “Pra Não me Queimar”, uma porrada insana que atinge com agressividade o ouvinte. Em segundo lugar vem “Adeus” que dá uma aliviada na batida e nos vocais. Em terceiro “Fetos de Barro” (ótimo título de música) matém a levada cadenciada com vozes calmas, mas tem uma letra mais elaborada. Em seguida “Infeliz pra Você” tem um início que engana com uma falsa tranquilidade. Esta talvez seja a faixa que mais lembre as influências claras do Nirvana. Na sequência “Eu Só Preciso Adormecer” traz aquela velha conhecida angústia contemporânea onipresente. É quase um doom. Na sexta posição está “Verdade Bem Guardada” (outro ótimo título de canção) que retorna a porrada, mas com detalhes que demonstram as qualidades musicais dos componentes da banda. A posterior “Fogo” reassume essas qualidades, com exceção da voz, que não tem pretensão nenhuma no lirismo. Contudo, não esquecemos que há virtude na atitude. “Insonia” vem em seguida soando muito como outra boa banda manauense, a Chá de Flores. A seguinte “Sol” é a balada triste auto depressiva, praticamente obrigatória para um disco completo no estilo proposto. Os efeitos da distorção foram muito bem explorados aqui. A décima faixa “Alcalina” volta a acelerar. O punk rock do álbum. Curto, grosso e pesado. Desacelerando “Deprimente” chega a ter riff base de metal stoner. Candidata a single. “Viciado em Ilusões” puxa roda de pogo. Como a pele de tarol sofre pela pegada do baterista Augusto Nunes. A próxima é “Perdedor” que continua a levada stoner com letra angustiante. Fechando a obra “Asas de Ferro” não deixa dúvida da precisão, do bom gosto e do nível técnico do trio de garotos (já não tão garotos assim).
Em súmula sincera, o disco do SeasideAnatta” não apresenta criatividade inovadora, ao contrário, é de uma formula simples e muito repetida. A produção tem um áudio que mais parece CD demo, mas é inegável a significante importância deste trabalho para o rock alternativo do norte do Brasil e toda a sua representatividade no cenário nacional. Mais um lançamento do selo independente local Mama Records.
Não tenha dúvidas em adquirir!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

On Moon

Na virada do ano de 2009 pra 2010 fui presenteado com mais um poema dirigido a minha pessoa.
A expressão nos versos é de uma sinceridade realista daquele momento de minha vida. Não darei mais detalhes, em respeito a privacidade de identidade da pessoa que me presenteou e, por ventura, também foi tema de poesia de minha autoria, já publicada neste blog.
Sem mais delongas, abaixo segue a transcrição fiel do poema.




On Moon

Desejo boa noite como se te envolvesse numa nuvem
com a maciez da minha pele,
meus cabelos caídos em teu peito,
meus braços enrolados em teu pescoço.
Desejo boa noite como criatura da noite que sou,
sedenta de prazer e do veneno doce do teu beijo,
a me beijar inteira na lua, na chuva, em Marte como quente que fiquei
ao me ver em sonhar flutuando em suas mãos
e você me levar pro jardim das Lótus e
me banhar em rio sagrado com suas serenas mãos a me segurar.
Foi assim que dormi naquela noite longa...

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Deus

Recatado ambíguo
Omisso de seus deveres
Observador longíquo
Incompetente nos afazeres

De sonolência preguiçosa
Ignora suas criações
Na plenitude espaçosa
Magoa seus corações

Se impõe dogmático
Para um rebanho escravo
Ditador letárgico
Impositor pravo

Vagabundo por natureza
Tem prazer genocídio
Mestre da incerteza
Age como ofídio

Provocador de guerras
Histórico relapso
Destruidor de terras
Gerador de colapso

domingo, 23 de outubro de 2016

"Ética e Responsabilidade Social" na Faculdade Una Bom Despacho

Registros fotográficos de encenação da peça acadêmica teatral "Ética e Responsabilidade Social" (http://marioorestes.blogspot.com.br/2010/10/etica-e-responsabilidade-social.html) por alunos do Curso de Ciências Contábeis na Faculdade Una Bom Despacho, no Estado de Minas Gerais em 28 de setembro de 2016.


Elenco:

Poliana Alves - Enferma Claudinha
Luiz Felipe Alves Silva - Anestesista Flávio
Ariela Chagas - Drª. Morgana (Dr. Pantoja)
Samira Santos - Enfermeira Penélope
Ana Rufino - Ana (irmã da enferma)
Guilherme Cristian - Policial (Delegado)
Mayron Faria - Policial Militar
Lineker Consoli - Policial Militar
Pedro Henrique Borges - Policial Militar


Equipe Técnica:

Mário Orestes Silva - Roteiro
Orientação - Profª Tânia Campos
Gisele Silva - Figurino
Ingrid Silva - Figurino
Milena Costa - Maquiagens
Bruno Costa, Guilherme Couto, Victor Hugo e Maria Luíza Costa - Contra-regra e Sonoplastia




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Palestra no 5º Circuito de Cultura Urbana

No dia 17 de setembro de 2016 consegui ministrar a palestra "História e Histórias do Clube dos Quadrinheiros de Manaus" no 5º Circuito de Cultura Urbana Magdalena Arce Daou.
Com cerca de uma hora de explanação, toda a história do grupo foi apresentada e ilustrada. Da criação, dos grandes feitos no legado e da situação atual. A tendência é que o projeto seja ampliado com o decorrer do tempo, visto a continuação ininterrupta do Clube.
Abaixo alguns registros fotográficos do ato.






terça-feira, 2 de agosto de 2016

sábado, 30 de julho de 2016

Programa Meio Dia em Revista

Participação  no programa Meio Dia em Revista, no canal da TV Cultura, em 06/07/2016.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Aforismos Oresteanos

"A auto sustentabilidade deve ser efetivada em todos os aspectos. Quando houver um equilíbrio desses aspectos, o ser e sua existência, passam a ser plenos em excelência."

"Desconfie dos governos que não reconhecem ser censores. Estes são os piores, porque o fazem sob a hipocrisia da negação desta barbárie."

"Discos de CD são muito bons pra alguns fins que não tem nada a ver com escutar música."

"Para que um ideal deixe de ser apenas utopia, basta que seja posto em prática, ao menos uma vez, em algum lugar. Como não é necessário que a prática venha do idealista em si, e nem mesmo carece de seu conhecimento, então não existe utopia."

"Os seres humanos mais felizes do mundo, são algumas mulheres que utilizam sabiamente suas capacidades fisiológicas de multiplo orgasmo."

"Existem duas histórias. A oficial divulgada e registrada conforme o praxe imposto pelo Estado e a oculta que complementa ou contradiz a oficial."

"Aquele dito artista que não deseja ter sua obra replicada, terá de parar sua produção. Mesmo se o fizer para o restrimento de apenas a sua ciência, esta produção será descoberta um dia, depois de sua morte. Poderá até demorar, mas um dia ela será descoberta e finalmente replicada."

"Algumas pessoas precisam ter o raciocínio estimulado, por terem determinado desleixo em desenvolverem-se por vontade própria. Os manipuladores usam de seus argumentos calculados, pra estimularem os raciocínios de seus receptores, no caso estas pessoas com as dificuldades, e os moldarem conforme seus interesses próprios."

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ensaio - Braços

Mais um ensaio teste de desenhos. Desta vez com braços explorando expressões e movimentos. A digitalização não está boa, mas dá pra entender o desenho.
Lápis.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Minha Vida Como Um Ramone - Punk Rock Blitzkrieg

Um músico afastado de uma banda conceituada por bebedeira incontrolável, que provocou cancelamento de show, dificilmente terá credibilidade para uma autobiografia confiável. Mas e se esse músico conseguir, com muita perseverança, auto controle e senso crítico, parar com seu vício, voltar ao melhor de sua forma, cumprir seus compromissos profissionais e ainda obter sucesso na diversificação de negócios? Marky Ramone é este exemplo e ganhou essa credibilidade ao escrever, com Rich Herschlag o sincero "Minha Vida Como Um Ramone - Punk Rock Blitzkrieg".
Capa da sincera autobiografia de Marky Ramone
Totalmente oposta a autobiografia de Johnny Ramone que é curta, repleta de fotos e páginas com pouco texto, a de Marky tem mais de 400 páginas com narrativa detalhista e nem uma única foto sequer. Obviamente que, assim como o título deixa claro, o maior foco de Marc Bell está na sua passagem pelos Ramones, isso até é esperado por fãs e historiadores da música, visto que, além de sua passagem ter sido duradoura, trata-se da banda mais significativa de sua vida. Porém, Marky rompe esse limite ao expor sua carreira pós e pré Ramones, com ênfase na mitologica banda Dust e o, não menos importante, Richard Hell and the Voidoids. Ainda franzino e menor de idade, no powertrio que ajudou a disseminar o heavy metal em Nova York, o baterista chamava a atenção de todos pela performance nos arranjos virtuosos. Curiosamente viria ficar famoso e seguir, até os dias de hoje, num estilo bem menos sofisticado. Com Richard começaria seus anos de excessos que viriam a se intenssificar posteriormente com o amigo Dee Dee. A propósito, com este baixista é que se dão as histórias mais hilárias e surreais do livro. Algumas beiram o inacreditável. Contudo, quem leu a autobiografia de Dee, sabe que ele sempre viveu quebrando as barreiras da sanidade. Voltando a Marky, em alguns trechos, ele dá pistas de suas técnicas adotadas com as baquetas. Noutros, dispõe sua intimidade com as bebidas. Em determinadas passagens, percebe-se que este era o membro mais próximo de Joey Ramone e por ventura, leves desavenças com CJ. Impossível não notar que ele se mantêm extremamente grato por ter feito parte da família que ajudou a moldar a música pop contemporânea. Uma curiosidade está na lista de agradecimentos que é composta obviamente por nomes de profissionais, amigos e parentes, mas também por filmes e até carros (?). Orelhas de Clemente Nascimento (Inocentes/Plebe Rude).
Como um todo, "Minha Vida Como Um Ramone - Punk Rock Blitzkrieg" não é apenas a autobiografia de Marky Ramone que, indiscutivelmente está como literatura obrigatória para os ramonemaníacos, mas também um desabafo visivelmente verídico e que, por isso, merece toda credibilidade.
Tradução de Alyne Azuma; Editora Planeta; 447 páginas; São Paulo; 2015.