Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Aforismos Oresteanos

"Se igrejas não pagam impostos, então artistas, circus, ONGs, clubes, grupos filantrópicos e outras entidades equivalentes também não deveriam pagar."

"A partir do momento em que uma religião passa a ser dogmática, ela perde completamente sua razão filosófica e passa a ser mais uma ferramenta de manipulação de massa."

"Uma mulher muito inteligente, não precisa ser bonita pra ser significantemente mais valiosa, atraente, cativante e interessante do que uma mulher muito bonita."

"Para muitos de nós, pode faltar comida e água, mas sem internet, não há vida."

"Extra terrestres sem inteligência, são exatamente o que éramos há milhões de anos atrás, antes de evoluirmos para o que somos hoje. Já os extra terrestres inteligentes, são exatamente a raça humana evoluída milhões de anos."

"A verdade em sua essência é a desconstrução dos padrões impostos da sociedade capitalista e da sociedade religiosa."

"Parlamentares politicos são a ratificação da ignorância no maquiavelismo."

"O sentimento canalizado é uma das forças mais poderosas do universo."

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Dead Kennedys - Fresh Fruit for Rotting Vegetables (Os Primeiros Anos)

O que faz o primeiro disco de uma banda iniciante, independente, sem dinheiro, boicotada pelas rádios, se tornar um dos mais citados como influência por músicos, como exemplo por críticos e como criativo pela mídia? É este intrigante questionamento que levou o escritor e jornalista norte americano Alex Ogg a escrever o livro “Dead Kennedys – Fresh Fruit for Rotting Vegetables (Os Primeiros Anos)”. Focada exclusivamente na história da banda, durante o período de produção e lançamento deste disco emblemático, a obra na linguagem literária, destrincha uma outra obra, sendo que, da linguagem musical.
A fidelidade explícita de Alex Ogg na obra prima dos Dead
Kennedys
Logo de cara, o livro chama atenção, não apenas por retratar em sua capa a mesma instigante foto da capa do disco, mas também por ter todo o seu conteúdo fielmente ilustrado por Russ Bestley que segue a mesma linha ilustrativa da arte gráfica do disco. Ou seja, colagens de ilustrações, fotos e textos polêmicos onde se sobrepõe o sarcasmo e a crítica ao conhecido “american way of life”, padrão estético ditado por fanzines e dirigido brilhantemente por Jello Biafra que, acabou por desenvolver-se como uma das figuras mais ativistas e idealistas do underground de São Francisco. No contexto abordado, nada nem ninguém são poupados. Políticos são os maiores alvos, mas também sobra pra empresários, religiosos, críticos de arte, cientistas e fundamentalistas. Os fotógrafos Ruby Ray e Mick McGee facilitam a “viagem no tempo” com fotografias da época, sendo várias raras e inéditas. Vale lembrar que tudo é obviamente em preto e branco, mantendo a fidelidade e o clima noir eternizado no discurso.
Os pontos altos são (evidentemente) os depoimentos de componentes, técnicos, fãs, jornalistas, músicos e amigos diversos. A junção de tudo enriquece com detalhes o nascimento e a consagração da obra, sendo que, qualquer dúvida passa a ser esclarecida e a importância histórica é reafirmada unanimemente. Os pormenores não dizem respeito apenas ao álbum como um todo, mas sim, a atitude dos membros, as letras ácidas, a shows e a cada uma das 14 faixas que compõem o objeto de estudo. Alguns dos nomes mais conhecidos são Kurt Cobain, Billie Joe Armstrong, David Ellefson, Pete Townshend, Krist Novoselic, Henry Rollins, Moby, Jeff Hanneman, Dave Grohl, Al Jourgensen, Thom Yorke, Duff McKagan, Bob Mould e muitos outros.
Dentre as curiosidades, ressalta-se as capas de todos singles, cartazes e flyers de shows, histórias em quadrinhos, detalhes da arte gráfica e todos os selos lançados, seja dos singles ou do próprio vinil em várias versões no mundo.
Destinado a transparecer a significância incontestável deste disco, Alex Ogg alcança seu objetivo com o livro “Dead Kennedys – Fresh Fruit for Rotting Vegetables (Os Primeiros Anos)”. Leitura agradável e reveladora, indispensável para história do rock contemporâneo.
No Brasil: Edições Ideal; ano: 2014; tradução de Alexandre Saldanha; 227 páginas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Anatta - Seaside

A proliferação de bandas covers é um fato inegável na Indústria Cultural. Contudo, dentre essas, várias seguem suas carreiras autorais partindo deste princípio, que por muitas vezes se inicia numa simples bricadeira de homenagem a ídolos. É natural que a grande maioria não nega suas influências e ainda fazem questão de deixá-las evidente em suas trajetórias. Este é o exemplo dos manauenses do Seaside em seu debut álbum intitulado “Anatta”, lançado em Agosto de 2016.
A linda ilustração da capa do debut Anatta, do trio amazonense Seaside
O CD abre com “Pra Não me Queimar”, uma porrada insana que atinge com agressividade o ouvinte. Em segundo lugar vem “Adeus” que dá uma aliviada na batida e nos vocais. Em terceiro “Fetos de Barro” (ótimo título de música) matém a levada cadenciada com vozes calmas, mas tem uma letra mais elaborada. Em seguida “Infeliz pra Você” tem um início que engana com uma falsa tranquilidade. Esta talvez seja a faixa que mais lembre as influências claras do Nirvana. Na sequência “Eu Só Preciso Adormecer” traz aquela velha conhecida angústia contemporânea onipresente. É quase um doom. Na sexta posição está “Verdade Bem Guardada” (outro ótimo título de canção) que retorna a porrada, mas com detalhes que demonstram as qualidades musicais dos componentes da banda. A posterior “Fogo” reassume essas qualidades, com exceção da voz, que não tem pretensão nenhuma no lirismo. Contudo, não esquecemos que há virtude na atitude. “Insonia” vem em seguida soando muito como outra boa banda manauense, a Chá de Flores. A seguinte “Sol” é a balada triste auto depressiva, praticamente obrigatória para um disco completo no estilo proposto. Os efeitos da distorção foram muito bem explorados aqui. A décima faixa “Alcalina” volta a acelerar. O punk rock do álbum. Curto, grosso e pesado. Desacelerando “Deprimente” chega a ter riff base de metal stoner. Candidata a single. “Viciado em Ilusões” puxa roda de pogo. Como a pele de tarol sofre pela pegada do baterista Augusto Nunes. A próxima é “Perdedor” que continua a levada stoner com letra angustiante. Fechando a obra “Asas de Ferro” não deixa dúvida da precisão, do bom gosto e do nível técnico do trio de garotos (já não tão garotos assim).
Em súmula sincera, o disco do SeasideAnatta” não apresenta criatividade inovadora, ao contrário, é de uma formula simples e muito repetida. A produção tem um áudio que mais parece CD demo, mas é inegável a significante importância deste trabalho para o rock alternativo do norte do Brasil e toda a sua representatividade no cenário nacional. Mais um lançamento do selo independente local Mama Records.
Não tenha dúvidas em adquirir!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

On Moon

Na virada do ano de 2009 pra 2010 fui presenteado com mais um poema dirigido a minha pessoa.
A expressão nos versos é de uma sinceridade realista daquele momento de minha vida. Não darei mais detalhes, em respeito a privacidade de identidade da pessoa que me presenteou e, por ventura, também foi tema de poesia de minha autoria, já publicada neste blog.
Sem mais delongas, abaixo segue a transcrição fiel do poema.




On Moon

Desejo boa noite como se te envolvesse numa nuvem
com a maciez da minha pele,
meus cabelos caídos em teu peito,
meus braços enrolados em teu pescoço.
Desejo boa noite como criatura da noite que sou,
sedenta de prazer e do veneno doce do teu beijo,
a me beijar inteira na lua, na chuva, em Marte como quente que fiquei
ao me ver em sonhar flutuando em suas mãos
e você me levar pro jardim das Lótus e
me banhar em rio sagrado com suas serenas mãos a me segurar.
Foi assim que dormi naquela noite longa...

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Deus

Recatado ambíguo
Omisso de seus deveres
Observador longíquo
Incompetente nos afazeres

De sonolência preguiçosa
Ignora suas criações
Na plenitude espaçosa
Magoa seus corações

Se impõe dogmático
Para um rebanho escravo
Ditador letárgico
Impositor pravo

Vagabundo por natureza
Tem prazer genocídio
Mestre da incerteza
Age como ofídio

Provocador de guerras
Histórico relapso
Destruidor de terras
Gerador de colapso

domingo, 23 de outubro de 2016

"Ética e Responsabilidade Social" na Faculdade Una Bom Despacho

Registros fotográficos de encenação da peça acadêmica teatral "Ética e Responsabilidade Social" (http://marioorestes.blogspot.com.br/2010/10/etica-e-responsabilidade-social.html) por alunos do Curso de Ciências Contábeis na Faculdade Una Bom Despacho, no Estado de Minas Gerais em 28 de setembro de 2016.


Elenco:

Poliana Alves - Enferma Claudinha
Luiz Felipe Alves Silva - Anestesista Flávio
Ariela Chagas - Drª. Morgana (Dr. Pantoja)
Samira Santos - Enfermeira Penélope
Ana Rufino - Ana (irmã da enferma)
Guilherme Cristian - Policial (Delegado)
Mayron Faria - Policial Militar
Lineker Consoli - Policial Militar
Pedro Henrique Borges - Policial Militar


Equipe Técnica:

Mário Orestes Silva - Roteiro
Orientação - Profª Tânia Campos
Gisele Silva - Figurino
Ingrid Silva - Figurino
Milena Costa - Maquiagens
Bruno Costa, Guilherme Couto, Victor Hugo e Maria Luíza Costa - Contra-regra e Sonoplastia




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Palestra no 5º Circuito de Cultura Urbana

No dia 17 de setembro de 2016 consegui ministrar a palestra "História e Histórias do Clube dos Quadrinheiros de Manaus" no 5º Circuito de Cultura Urbana Magdalena Arce Daou.
Com cerca de uma hora de explanação, toda a história do grupo foi apresentada e ilustrada. Da criação, dos grandes feitos no legado e da situação atual. A tendência é que o projeto seja ampliado com o decorrer do tempo, visto a continuação ininterrupta do Clube.
Abaixo alguns registros fotográficos do ato.






terça-feira, 2 de agosto de 2016

sábado, 30 de julho de 2016

Programa Meio Dia em Revista

Participação  no programa Meio Dia em Revista, no canal da TV Cultura, em 06/07/2016.