Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, desenhos, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Frio

Infesta qualquer ambiente
Desestimulando quase tudo
Onipresença descontente
Transforma falador em mudo
Se tem orvalho faz tremer

Incita a pirotecnia
Mata muita gente
Indiferente de etnia
Gela qualquer quente
Dia ou noite pra temer

Inibi até animal
Pede mais de um cobertor
Céu com aurora boreal
Neve sela o redentor
Não adianta correr

Inquieto vai acalmar
Desacelera o coração
Água sólida pra tomar
Até o amor diz não
Fogo logo vai morrer

sábado, 26 de agosto de 2017

Registro em Catálogo de Exposição

Abaixo digitalização de página do catálogo da exposição "Natal em Quadrinhos", realizada pelo Clube dos Quadrinheiros de Manaus, na Galeria do Largo, em 13 de dezembro de 2013 a 12 de janeiro de 2014, que confirma minha participação como expositor.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Convite da Prefeitura Municipal pra Lançamento de Livro

Abaixo, digitalização de convite da Prefeitura Municipal de Manaus para o lançamento de vários livros, incluindo o "Clube dos Quadrinheiros - As Melhores Histórias" que eu organizei e lancei no ano de 2006 em parceria com a Editora Valer e EDUA.



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Aforismos Oresteanos

"A humanidade ainda está longe de viver um paradigma social perfeito. Até existem alguns exemplos que poderiam funcionar, mas estes são confinados a grupos que não poderão desenvolver-se muito. Algo assim, é mantido sob fiscalização do censor, pra existir como minoria e por vezes, inflitra-se um homem duplo formador de opiniões", pra se alcançar informações, controle ou provocar implosões.”

"A modéstia só é honesta quando provinda da humildade."

"Absolutamente todas as execuções de músicas no mundo todo, seja através de meios digitais, analógicos ou ao vivo, mesmo os chamados ‘cantos no chuveiro’, efim, todo tipo de execução é sempre escutado por alguma entidade que já não possui corpo físico, não é avistado por um encarnado, mas está alí presente. Logicamente que, quase nenhum, dos ‘transmissores’ que estarão realizando as execuções, seja um grupo de estudante treinando violão num conservatório, um festival de grandes proporções com música ao vivo ou o tiozão tomando latinhas de cerveja, num sofá, frente ao aparelho de televisão, não sabem do testemunho dos terceiros espectrais, mas eles sempre estão lá escutando."

"O bem estar pós orgasmo, é o momento perfeito para a tranquilidade espiritual."

"Se a rotina é acompanhada ininterruptamente, então já não existe mais liberdade. E há muito tempo."

"Na abordagem de tratamento da língua, o ato dito pode fazer o Deus. É na eterna busca desta excelência, que atua o advogado, o jornalista, o político, o sindicalista, o padre etc."

"A maioria das interferências são de desconhecimento da maioria de pessoas."

"Se no atual cenário político brasileiro existir arte, pode ser uma tragédia realista e medonha ou uma comédia com humor negro sinistro."


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Folder e Divulgação Oficial de Antiga Oficina

Já postei neste blog o cartaz desta oficina, que ministrei no SESI em 1999, e um breve relato da experiência. Agora posto panfleto e informativo de programação da entidade.

Exterior de folder da Oficina

Interior de folder da Oficina

Divulgação de programação oficial do SESI

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Garota Rock n' Roll

Com carreira iniciada no ano de 1999, a banda The Mones já tem alguns CD demos lançados e participação em inúmeros shows, festivais e eventos na cidade de Manaus. Contudo, somente no ano de 2015 que eles lançam seu debut com produção profissional. “Garota Rock n’ Roll” não tem apenas produção profissional, mas também ótimas músicas, caráter de quem está entrando na maturidade e filosofia puramente rocker.
Capa do ótimo debut da banda amazonense The Mones
A abertura se dá com a hilária “Barriga de Cerveja”. Poucos acordes, e canção reta, na mais fiel linha ramoníaca. Na sequência “Com a Cabeça Feitamostra que eles poderiam variar, trabalhando um pouquinho mais as letras. Na terceira posição está “Bebaça Vômito” que é cantada pelo baixista e revela que não há mesmo variação nas temáticas. Em seguida o single do disco “Eu Estou Aqui”, dá a deixa de que não se precisa de muita técnica vocal pra se fazer um rock bacana. A quinta faixa é “Correndo pro Bar” que levanta o questionamento: será que os rockeiros de Manaus só querem saber de beber e nada mais? A próxima é “Eu Não Quero Ser como os Outros” que tem apenas duas frases em sua letra, mas em compensação é uma das faixas mais cativantes de todo o CD. Posteriormente a faixa que nomeia o trabalho justifica todo o desleixo do grupo e dessa infame retórica. “Tão Louca Assim” segue a trajetória de sexo, álcool e rock. A penúltima é “Parece Ser” que apresenta a influência da fase CJ dos Ramones. Pra fechar a bolacha “Você me Faz Bemdeixando uma leve sensação de “quero mais”.
A masterização ficou a cargo de Davi Pacote Schvarcv Gomes, ex Tequila Baby. A arte gráfica traz letras, ficha técnica, contato, foto e caricatura dos músicos. The Mones acerta em cheio com “Garota Rock n’ Roll”. São menos de 25 minutos destrinchando o mais cru do rock bebum onde a busca por algo mais trabalhado e inteligente é saciada pela indiferença apolitizada da luxúria.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Panfleto de Evento Confirmando Participação como Expositor

Abaixo digitalização de panfleto da exposição "Natal em Quadrinhos" realizada pelo Clube dos Quadrinheiros de Manaus na Galeria do Largo de 13 de dezembro de 2013 a 12 de janeiro de 2014. No verso consta a confirmação de meu nome como artista expositor.

Frente

Verso

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

2ª Moral

Segunda versão de conto que terá três versões com moral diferente.

Tudo que ela desejava era que aquele pesadelo terminasse o mais rápido possível. Já tinha perdido a noção de tempo e não sabia quantos dias estava cativa, mesmo porque também não sabia por quanto tempo havia ficado desacordada, desde que fora abordada. A desorientação lhe era tão pavorosa quanto a violência a que fora submetida
Sua mão enfaixada com o curativo imundo, já não doia tanto. Tinham-lhe cortado um dedo mindinho, para comprovar a seus familiares a seriedade daquele sequestro. Havia sido estuprada por várias vezes e abalada com tudo, já não passava horas chorando, como no primeiro dia da tragédia que estava vivendo. Aquele terror era real, inimaginável antes, mas surpreendentemente real.
O cativeiro era escuro, com apenas uma fresta no teto brotando iluminação natural do céu. Só através deste orifício de centímetros é que tinha noção de ser dia ou noite.
Quando a porta se abria, era pra receber água ou comida de seus sequestradores que, devido a sua higiene precária, já não levantavam interesse em outros estupros. Por isso, tinha um certo gosto pelo fedor e não se limpava mais, de suas necessidades fisiológicas realizadas num dos cantos do ambiente.
Suor encharcante; ceroto preto espalhado por toda pele que estava salpicada com ferradas de muitos insetos; coceira constante; unhas quebradas; cabelo embaraçado recheado de pulgas e piolhos; dores nas articulações; alguns hematomas nos membros; fome ininterrupta; sensação febril e a forte enxaqueca completavam aquilo que contrastava inquestionavelmente com a sua outrora pacata e divertida vida de shopping, faculdade, carro e iphone.
Baratas, ratos e diversos outros bichos nojentos eram tão presentes, que já não causavam mais repulsa. Não conseguia dormir direito, porque tinha que ficar espantando estas mazelas que teimavam em tentar mordiscar sua mão, atraídos pelo odor do sangue coagulado.
Ainda tinha esperanças de sair dalí, porque na realidade fincanceira de seus pais, sabia que qualquer quantia poderia ser paga, por sua vida. Tinha fé em Deus e rezava em voz baixa, constantemente, desde que fora jogada alí naquele inferno fedido e sombrio. A reza alí, por mais ingênua que possa lhe parecer, lhe confortava num placebo consolador.
Pela fresta no teto, sabia que era manhã, pois não havia muito que estava escuro.
Com muita sede, estava sentada no chão, encostada na parede, no meio de uma reza, quando escutou baruho da porta destrancando. Viu ela se abrindo e recebeu a iluminação externa em sua face.
Antes de seus olhos se acostumarem com a claridade, percebeu um homem corpulento caindo em sua frente, por ter sido empurrado, por alguém mais, atrás dele.
O homem gemia sem parar, devido a um ferimento a bala em seu joelho direito, e falou entre seus gemidos:
- Pronto! Tá aqui ela! Não me mate! Por favor, não me mate!
Em seguida, adentrou-se a outra pessoa, que era outro homem corpulento, todo trajado de preto, com capuz na cabeça e empunhava uma pistola automática com silenciador.
- Ei, você está bem? - Perguntou ele, sem deixar de apontar a arma para o sequestrador caído.
Ela só confirmou positivamente com a cabeça, enquanto brotavam em seu rosto lágrimas e um sorriso, por ter sido agraciada em suas preces pela salvação eminente.
Enquanto o homem caído gemia com as mãos sobre o joelho o outro disse a ela, abrindo um sorriso malicioso:
- Tudo bem! Vamos já sair daqui! Você vai me proporcionar muito mais dinheiro do que o Estado me paga como policial.
Ao terminar a fala, o homem de preto apontou a arma para o sequestrador no chão e atirou, matando instantaneamente o coitado. Logo em sequência, pegou o cabelo da garota, arrastando-a violentamente, provocando gritos de dores e choro nela.
Saindo do cativeiro e arrastando a moça, em direção à mata, disse finalmente:
- Cala a boca, vagabunda! Agora é entre eu e tua família.

Moral da história: o que aparenta ser sua salvação, pode ser apenas mais um infortúnio em sua vida.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Life

Normalmente os trailers de filmes costumam mostrar apenas os melhores momentos dos mesmos. Uma coletânea bem sintética e superficial, com as cenas mais empogantes de algo que, quando conferido por completo, pode até decepcionar, por não ser “tudo aquilo” exibido nos poucos minutos dedicados aquela divulgação. Na superprodução hollywoodianaLife”, lançada no ano de 2017, dirigida brilhantemente por Daniel Espinosa e estrelado por Jake Gyllenhaal, a bela Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare, Olga Dihovichnaya e pelo Deadpool, Ryan Reynolds, a teoria é quebrada. O trailer é fraco e não transparece o melhor do filme, o roteiro.
Poster da super-produção que possui roteiro surpreendente
Os seis cientistas atuando na Estação Espacial Internacional, teem a notória missão de analisar amostras do solo marciano que supostamente conteria evidências de vida extraterrestre. Dentre as amostras, realmente é encontrada tal evidência, que se apresenta na inofenssiva forma bacteriológica. Para alegria de todos, eles conseguem reanimar a amostra, que cresce rapidamente se tornando uma espécie de “bichinho” de estimação, por ganhar o carisma da tripulação e até do restante da espécie humana, que acompanhava na Terra, o desenrolar da missão. Uma escola primária até promove, em solenidade, a nomeação da amostra alienígena. O inesperado vem a seguir com a surpreendente descoberta de que aquela suposta “ameba” alienígena possui uma força inacreditável e, pasmem, inteligência superior a de todos os cientistas juntos. Este é o grande trunfo do roteiro. Um ser humano para se tornar astronauta, precisa de uma capacitação, de mais de uma década de intenssos treinamentos, que vai além de estudo acadêmico. Simplesmente as melhores mentes é que conseguem esse destacamento. Como pode uma vida bacteriológica ser superiormente inteligente a seis desses cientistas de diferentes nacionalidades? O drama desses personagens, começa na simples tentativa de recaptura da espécie que escapa, sempre com sagacidade e esperteza impressionantes, passa pra sobrevivência básica deles e termina no desespero de não deixar a ameaça fugir para o planeta Terra, pois isso colocaria em risco toda a raça humana, devido a enorme periculosidade da descoberta, que ganha mais inteligência e proporções físicas, conforme vai se “alimentando” de suas vítimas fatais.
Num terror espacial bem mais realista do que a clássica franquia “Alien”, “Life” consegue, em uma hora e cinquenta minutos, cativar a atenção do telespectador numa tensão dinâmica e surpreendente. Não se deixe enganar pelo trailer ruim e assista esta película, na primeira oportunidade. Certamente que a satisfação está garantida.