Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Cartilha de Coleta Seletiva

           Cartilha de educação ambiental que fiz para a Associação Batukada.
         Fiz os roteiros, argumentos e desenhos. Chamei pra arte final, cores e letras o colega Marcelo Ribeiro. Já está disponível pra distribuição gratuita na recepção da própria Associação.





quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Entrevista com DJ Mandrake

Realizando festas hi-fi, eventos tributos e shows com várias bandas ao vivo desde há década de 1990, Douglas Lima, mais conhecido como DJ Mandrake, conta também com uma ampla popularidade, conseguida através da apresentação do programa de web rádio “Mandrake.com”, e com um indiscutível conhecimento de rock alternativo, indie music e suas ramificações. Além do intenso convívio diário com a música, o promoter também possui uma intensa atividade virtual através de redes sociais e um apurado senso crítico que acaba por garantir alta qualidade em seus eventos. Aqui ele cede gentilmente uma entrevista exclusiva para o blog Orestes.
Cartaz da lendária festa "The Cult".

Orestes: Qual foi a sua primeira promoção de evento público e desde quando você percebeu que isto seria empreendimento seu por muitos anos?
DJ Mandrake: A primeira se chamou “Midnight”. Realizada em abril de 1992, foi uma festa hi-fi bem comum pra época. Tocava de tudo. Punk, pop, new wave, hard, metal.  Nesse período o mundo estava conhecendo o movimento grunge, ainda modesto, e o Brasil se desprendendo do bumm que foi o rock nacional dos anos 80. Era bem legal. Praticamente não haviam bandas e as poucas que existiam eram de metal cover.
Cara! Percebi que tinha tino para produção com outra festa, a “The Cult” de 1993. Essa foi muito doida. Realizada no Espaço Cultural A Casa de Luz, na área externa, que ao redor tinha umas ruínas muito loucas. Era gente pra tudo que é lado. Totalmente underground, essa festa conseguiu a façanha de reunir tanto a moçada que curtia o pop quanto a do metal. Tinha umas 700 pessoas, entre pagantes, convidados e penetras. Acho que até hoje foi o segundo maior público que já tive em um evento. Rolou do new wave dos B-52’s ao thrash do Sepultura. Inesquecível!
A “The Cult” marca dois lances bacanas. Minha primeira parceria com os amigos de coração Jonas e Marilia da Bip Top (bar mais louco que Manaus já teve) e minha primeira homenagem aos Ramones. Insanidade total na pista de dança. Eram os playbas, bangers e punks se debatendo numa gigantesca roda de pogo. Tava todo mundo louco. Era chapação total. Tinha aquela máxima do sexo, drogas e rock’n’roll. O povo ficava possuído.
Quanto ao empreendimento, até hoje encaro as produções como um hobby. Como ainda não ganhei dinheiro, também não encaro como empreendimento, mas é um passo para alcançar outros objetivos. Faço por que gosto e faço o melhor possível, mas pretendo ir bem longe. Quem sabe a insistência acabe se tornando um negócio rentável no futuro?

O.: Qual evento você considera o seu melhor trabalho, aquele que até hoje as pessoas comentam e trazem boas recordações?
DJ M.: Cara, eu curti vários. Cada um tem sua importância. Acho que, só pelo fato de você concretizar o lance, já se torna um dos seus melhores trabalhos. Mas aquele que as pessoas comentam até hoje, foi o show de retorno da banda “Espantalho”, no pub Casa Blanca. Pra mim foi surreal, ver um banda de rock autoral com apenas um disco gravado, há mais de 10 anos na época, e a pelo menos 7 anos sem se apresentar, conseguir a façanha de lotar um espaço enorme do Casa Blanca, com quase 1000 pessoas e as mesmas cantarem, em um coro só, todas as canções da banda. Como produtor foi sensacional, mas como pessoa, prefiro esquecer. Foi ingrato e humilhante.
Quanto às boas recordações, como já disse, “The Cult” sempre será a maior, mas o primeiro Ramones Day foi insano. A porra do Nativos lotado. Bandas fudidíssimas subiram no palco com sangue nos olhos. O público parecia estar possuído pelo demo. Porra! Ouvir quase 100 canções dos Ramones em suas vertentes, hora Loco Live, hora It’s Alive e poder cantar parabéns a Joey Ramone. Foi algo que só me trás coisas boas. A dedicação de como foi construída por mim e pelas bandas é algo inesquecível. Carinho, empenho, dedicação, diria até amor, pelos Ramones. Foi o toque de Midas no evento. Ramones Day surgiu sem grandes pretensões e hoje é um dos meus maiores projetos. Aquele que acaba hoje, no dia seguinte eu fico pensando como realizar um melhor que o de ontem. Um dia quem sabe traremos um Ramone, pra fazer um grande espetáculo com a gente. Ramones Day eu guardo no coração com muito carinho.
(Ramones Day inicialmente foi criado para comemorar o aniversário de Joey Ramone, mas hoje tem a alcunha de homenagear a todos ex integrantes).

O.: E qual seu maior fracasso, aquela produção que você teve prejuízos diversos e que não repetiria de forma alguma?
DJ M.: Tive alguns tropeços, mas com certeza o meu maior fracasso, por incrível que pareça, foi o evento que teve até hoje, a maior e mais cara produção que já fiz. Tudo pra dar certo,. Em si, o espetáculo foi sensacional, mas a escolha do local comprometeu o evento.
Uma Outra Legião” homenagem a Renato Russo. Talvez pelo seu excesso de pompa, meio que elitizou a parada. A escolha do Eleven Bar no bairro Dom Pedro, foi errada. Meio que exigiu que o público tivesse automóvel pra chegar até lá, e isso comprometeu e muito a bilheteria. Apesar de um público entre 300 a 350 no geral, não rendeu o esperado. Quanto a não repetir, isso não rola. Acredito que a partir da queda é que você aprende a levantar. Fiz e farei outras homenagens ao Renato e a Legião Urbana. A festa Geração Coca Cola é a prova disso, já estamos na 3ª edição.

O.: Em todos esses anos realizando eventos pelas noites manauaras, lógico que houveram muitos momentos engraçados e inesquecíveis. Relate um fato que lhe foi cômico e hilário o suficiente para ficar guardado na memória.
O DJ/Promoter Mandrake em pleno trabalho
DJ M.: Porra, essa pergunta é foda! Cômico não lembro, mas hilário foi uma festa que fiz no Luso Sporting Club. Pode-se dizer que esse foi a primeiro evento fora do eixo, amigos do Mandrake. Foi o primeiro em um clube. Primeiro a ter cartaz e a cobrar ingresso. O lance aconteceu logo após o lançamento de Nevermind do Nirvana. Nas rádios só tocavam Guns ’n’ Roses e R.E.M. e eu tava na transição do metal para o alternativo. A festa bombando geral, quando os seguranças do evento resolveram intervir em uma briga de casal que rolava ao lado do clube. Após o cara dar uns socos e umas bicudas na mocinha, os seguranças salvaram a vadia e deram umas tapas no meliante. Só que ninguém contava que o tal carinha (Felipe que hoje é amigo meu), fosse um dos lideres da maior e mais temida galera de Manaus, a “Selvagens da Noite”. Os Selvagens frequentadores assíduos das famigeradas danceterias Bancrevea e Cheik Club, que se localizavam ambas no centro de Manaus, há duas quadras do Luso. Resumo da obra, o carinha jurou vingança e cumpriu. 5 Minutos após o ocorrido, um milhão de galerosos, apareceu quebrando tudo que tinha pela frente, querendo invadir o clube e destruir os seguranças. Caralho! Era muita gente. Por sorte os portões suportaram os coices dos animais, que estavam furiosos e que em sua maioria nem sabia o porquê. O hilário é que existia uma rixa entre as danceterias. Como não conseguiram entrar, começaram uma pancadaria generalizada entre si. Coisa de filme. Uns 300 cabocos brigando. Até a policia que, havia chego minutos antes, levou porrada. Mas foi muita porrada. Foi foda! Nesse dia tive medo. Se os caras entram, a gente ia morrer. O fantástico da história, é que não houve tempo de por pra dentro a mesa da bilheteria. Quebraram tudo ao redor, menos ela. Detalhe: toda renda estava dentro da gaveta e nada foi levado. Sorte ou azar definem essa noite. Já ia esquecendo, lembra da primeira pergunta? Pois é foi a “Midnight” (o nome dado à festa Midnight, foi uma homenagem a banda australiana “Midnight Oil).

O.: Como se dá a sua metodologia de trabalho para uma produção, do planejamento, da divulgação, até a sua execução final?
DJ M.: Cara é bem simples. Acreditar no projeto é o primeiro passo. Formar boas parcerias, ter e passar credibilidade aos apoiantes e participantes do evento. Ter uma boa equipe de trabalho, realizar os eventos da melhor forma possível, escolher um titulo bacana e criar um cartaz maneiro. Saber vender teu espetáculo, isso é fundamental. Criar uma mídia virtual e impressa sem ser cansativa e piegas. Outro fator importante é ser detalhista. Pensar em tudo, saber coordenar o evento sem se tornar um tirano. Um mandão, faz isso faz aquilo, enfim, o lance é deixar fluir que no final tudo vai dar certo.

O.: Quem são seus maiores parceiros de trabalho, aquelas pessoas físicas ou jurídicas que lhe apóiam em qualquer empreendimento?
DJ M.: Parceiros são muitos. Nesse ponto, sou bem promiscuo. Cara, citar nomes é foda! Vai que esqueço de alguém. Então vou citar os amigos... diversos amigos, produtores, donos de lojas, donos de casas noturnas, membros de bandas, blogueiros, jornalistas, web rádios, família e afins. No jurídico tem a moçada da Riffs Intrumentos Musicais, Escola Academia de Música, Estúdio de Tatuagens Leo Tattoo e Kleber Lobão Auto Peças. São empresas que depositam suas marcas. Acreditam e apóiam o rock amazonense. Aliás, aproveito pra agradecer a todos.
Meu muito obrigado!

O.: Qual banda você mais gosta de trabalhar?
DJ M.: Com as que têm respeito pelos projetos e por si mesmas. As que encaram como um espetáculo para o público e não como showzinho sem compromisso. No meu ponto de vista, tem que vestir a camisa e não ser só um nome no cartaz de um evento. Tendo 50 ou 500 pessoas no evento, o show tem que ser o melhor que essa banda fez na vida. Essas são as bandas que eu gosto. Quero, e vão sempre trabalhar comigo.

O.: Qual o seu maior sonho como promoter?
DJ M.: Ahhh! Sonhos são sonhos, né bicho? Sempre algo surreal. Difícil! Impossível de alcançar, mas eu te diria fazer um show com os Ramones. Mas isso não vai rolar. Então um show com o Iron Maiden. Isto realmente seria um sonho de uma vida.

O.: Quais suas metas, seus próximos projetos, para curto e longo prazo?
DJ M.: A curto prazo, continuar com os projetos musicais Confraria dos Hereges, Ramones Day, Geração Coca Cola, Mandrake Rock Festival, voltar com meu programa na rádio, o Mandrake.com.
A longo prazo, criar minha própria web radioMandrake.com” e concretizar um desejo antigo que é ter um pub. Uma casa noturna, algo do gênero. “Bauhaus” esse seria o nome.
Falando nisso tem um projeto de médio prazo que é gravar um CD, com as bandas que participam da Confraria dos Hereges, que consiste em fazer uma compilação de canções dessas bandas. É um projeto audacioso, por ser demonstrativo e gratuito. O objetivo é fazer uma amostra dos trabalhos musicais feitos aqui em Manaus, distribuir para diversas vertentes de mídia no território brasileiro e adjacentes, sejam blogs, web radios,TVs, zines e revistas online ou impressas que possam de alguma forma ajudar na difusão da musicalidade das bandas daqui.

O.: Deixe seus contatos e um recado para os leitores do blog Orestes.
DJ M.: Cara, sou figurinha fácil no Facebook. É só digitar Douglas Mandrake.
Meu recado é... conheça as bandas, ouça suas músicas, compre seus CDs, suas camisetas, vá aos shows, apresente as bandas aos seus amigos. Tem muita coisa boa sendo produzido aqui, no quintal da Zona Franca de Manaus. É isso ai! Sorte sempre!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Rascunhos de HQ Inacabada

      Abaixo apresento alguns rascunhos da HQ "Questão de Sobrevivência" que escrevi e terminou ficando inacabada, porque o desenhista designado para a arte, simplesmente abandonou o projeto, alegando falta de tempo.
      Como já havia passado pra outros desenhistas e nenhum deles conseguiu terminar o serviço, o produto nunca ficou pronto. Isso seria apenas um teste com desenhistas pra firmar uma parceria mais ambiciosa que geraria uma graphic novel. Já tenho a história e o principal: uma editora interessada em publicar e lançar a obra. Conclusão, não há desenhista competente para tal na cidade de Manaus, por isso que até hoje ainda não foi publicada nenhuma graphic novel aqui, até a data desta postagem.
          Emiti alguns rascunhos e não coloquei em ordem pra que o roteiro e seu final não sejam revelados.







sábado, 6 de setembro de 2014

Aforismos Oresteanos

“Os dois únicos problemas que existem no orgasmo são que, ele vicia e que dura muito pouco. O segundo problema, mesmo que por duração de segundos, pode ser muito proveitoso de modo a justificar plenamente o primeiro.”

“O almejado demanda simplesmente de paixão para que seja efetivado com sucesso. Contudo, tem de ser uma paixão cega, fundamentalista, radical e severa ao extremo.”

“A maior desgraça para o mundo animal e para a natureza como um todo, é a existência da humanidade capitalista. Amplamente destrutiva e progressiva como um câncer perto de alcançar a metástase.”

“A inveja pode ser um sentimento muito construtivo para o intérprete. Por mais que destrutivo para terceiros, o epicentro é um superlativo em grande potencial para consigo, independente de seus meios. Mesmo qualquer outro abstrato similar pode ser trabalhado assim”

“Recitar poesias, prosas, cantar canções ou simplesmente filosofar demonstra num primeiro momento o lirismo imaculado da expressão artística, mas por muito, há de ser afirmação calculista forjada de embusteiros profissionais tão abundantes neste meio.”

“Tudo que separa um ponto de seu extremo oposto é exatamente sua proximidade impensável para uns e totalmente provável para outros.”

“Se sexo não fosse tão essencial para nós, não seria o fator principal de perpetuação da espécie.”

“O social está como ápice cultural, então ele não precisa necessariamente ser praticado numa sociedade, propriamente dita. Ele pode ser muito bem ponderado por um indivíduo em uma solidão qualquer. Seja esta solidão de ordem física, sentimental, filosófica ou psicológica.”

“Uma raça extraterrestre mais avançada ainda não interferiu na estupidez humana, por usar esta como exemplo fantástico que deve ser explorado como experimento para eles.”