Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Registro da Palestra "Naturismo e Meio Ambiente"

No dia 19 de maio deste ano de 2014, foi realizada a palestra Naturismo e Meio Ambiente no auditório da unidade da Universidade do Estado do Amazonas de Escola Superior de Ciências Sociais. Foram cerca de quarenta e cinco minutos explorando o tema central com slides explicativos, ilustrativos, e exemplificativos. Dentre os presentes, alunos da Universidade do curso de Administração e Direito, além de membros do GRAÚNA (Grupo Amazônico União Naturista), o qual tenho orgulho de fazer parte. No final, uma ótima sessão de “tira dúvidas”.
Agradecimento a todos que estiveram presentes e a todos que ajudaram direta e indiretamente para a realização deste trabalho.
Abaixo algumas fotos como registro.

Caio Miranda fazendo a apresentação do palestrante Mário Orestes

Cerca de 45 minutos explorando o tema Naturismo e Meio Ambiente

Dentre os presentes, alunos dos cursos da Universidade e membros do GRAÚNA

A atenção do público para o com a palestra

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Quadro Suicidal Tendencies

            Mais uma peça artesanal produzida. Agora é um quadro de silk screen de 29 por 23cm com a banda Suicidal Tendecies, usando apenas material reciclado.
                Perdoem a qualidade da foto, mas foi o que consegui de registro.
                Outras peças já foram finalizadas. Em breve postarei registro por aqui.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Marky Ramone's Blitzkrieg em Manaus. 10/05/2014 - Um dos Deuses entre Nós

              No último fim de semana (dia 10 de maio) a cidade de Manaus recebeu pela primeira vez a apresentação de Marky Ramone, com a banda Marky Ramone’s Blitzkrieg que também conta com o ótimo vocalista Michale Graves (ex-vocalista de outra lenda do punk rock mundial, os Misfits). Vale ressaltar que cerca de dez anos atrás, um show agendado, divulgado e com ingressos antecipados vendidos de Marky foi cancelado na cidade, quando o próprio ainda trabalhava na banda The Intruders. Então, a expectativa para este de 2014 era mais do que esperado. Era desejado apaixonadamente.
O ícone mor saudando o público sedento
Após a abertura do festival Black River Rock Fest com as bandas The Mones e os Playmobils (ambas locais de punk rock com músicas autorais), Seeds of Mayhem (banda local de metal cover) e a paulistana de metalcore Project46, anunciou-se enfim a tão esperada apresentação da lenda. Passava das 22:30 quando as cortinas do palco abriram-se e deu-se a introdução com “The Good, The Bad, The Ugly”, que tornou-se clássica na abertura de shows dos Ramones por vários anos. Só esta introdução com os gritos da platéia já era motivo de arrepio a todos os presentes que tiveram a adrenalina elevada assim que o próprio Marky apareceu, bem como o restante de seu grupo, e antes de posicionar-se por trás de seu instrumento de trabalho, saudou a todos na frente do palco. O que sucedeu em seguida foi algo inenarrável devido a avalanche do mais fiel a uma apresentação dos Ramones que se pode ter hoje.
Momento memorável para os fãs manauaras

Rockaway Beach” foi a música escolhida para abertura do evento que foi seqüenciada por “Teenage Lobotomy”. Logo neste início já eram notáveis lágrimas nos olhos de vários ramonemaníacos ali presentes, inclusive este que vos escreve que lagrimou por quase todo o show. O que se testemunhou na ocasião foi um set list repleto de clássicos eternizados pela família mais influente da música pop do século XX. Psycho Therapy”, “Do You Wanna Dance”, “I Don’t Care”, “Sheena Is a Punk Rocker” “Havana Affair”, “Tomorrow She Goes Away”, “Commando”, “I Wanna Be Well”, “Beat on the Brat”, “53rd & 3rd”, “Now I Wanna Sniff Some Glue”, “Gimme Gimme Shock Treatment” (esta demorou para se iniciar devido a uma falha no amplificador do contrabaixo), “Rock ‘N’ Roll High School”, “Oh Oh I Love Her So”, “Judy Is a Punk”, “I Believe in Miracles”, “The KKK Took My Baby Away”, “Pet Sematary”, “Chinese Rock”, “I Wanna Be Sedated”, “Loudmouth”, “I Don’t Wanna Walk Around With You”, “Pinhead”, foram sendo executadas com a mesma característica do grupo novaiorquino enjaquetado, separadas apenas pela marcação gritada com “1, 2, 3, 4”. Por volta de uma hora de músicas, a banda sai de palco para a convencional volta do bis. Após alguns minutos, onde o público hesitou em clamar o grito de guerra “Hey, Ho, Let’s Go!”, todos retornam. Marky vai até o microfone central e pede desculpas pelas constantes falhas ocorridas com o amplificador do contrabaixo, que acabou sendo trocado para a continuação do espetáculo. Inicia-se mais uma sequência de clássicos. “Do You Remember Rock’n’Roll Radio”, “I Just Wanna Have Something to Do”, “She’s the One”, “California Sun”, “Have You Ever Seen the Rain”, Cretin Hop”, “R.A.M.O.N.E.S.”. Nova pausa. Todos voltam a sair de palco, ficando apenas Michale que é assessorado por um violão elétrico e inicia sua performance acústica solo. Com apenas duas músicas dos MisfitsDig Up Her Bones” e “Crying on Saturday Night”. O suficiente pra que sejam expostas todas as qualidades vocais deste que já foi um Misfit. Qualidades reafirmadas por Marky no microfone, ao voltar pro palco. Algo que pode ser notado nitidamente, foi a mudança de Marky em algumas levadas, visto que este incluiu em várias músicas, viradas que não eram exercidas antes, seja em estúdio ou nas versões ao vivo. O que proporcionou execução fora do esperado para todos. De volta ao banquinho da batera, a última sequência de clássicos. “Life’s a Gas”, “What a Wonderful World” (que Marky gravou no primeiro disco póstumo solo de Joey Ramone), “Judy Is a Punk” e pra fechar a noite, a previsível “Blitzkrieg Bop”.
Michale Graves também teve seu destaque com suas qualidades vocais
Lembram quando assumi no começo deste texto ter ido às lágrimas? O que leva um homem, prestes a completar 42 anos de idade, lagrimar por quase duas horas seguidas publicamente? Lembro que a morte de meu pai foi a última vez disso. Contudo, ao contrário, nesta feita não houve sensação de perda nem de tristeza. O que aconteceu foi exatamente o contrário. Felicidade extrema e dádiva inimaginável. Estamos tratando aqui de uma realização não pensada anteriormente. Com o falecimento de Joey, Dee Dee e Jhonny agregadas ao já citado cancelamento da primeira vinda de Marky à Manaus, esta realização parecia cada dia mais impossível. Alguns conhecidos chegaram a exibir como prêmios as fotos tiradas com Marky nos bastidores, o que me fez refletir bastante. Pensei em levar meus discos (ao menos as capas deles) pra tentar autógrafos, como já fiz com inúmeros outros de minha coleção. Mas o medo de essas capas não retornarem às minhas mãos, somado com a idéia surreal de estar frente a frente com um Ramone vivo, me aquietou e me fez concluir que talvez eu não estaria preparado psicologicamente para este contato. Me sentiria o próprio crente frente a seu Deus, na condição plena de arrebatamento espiritual e físico. Alguns desses conhecidos que tiraram fotos, nem possuem discos físicos, sendo suas posses limitadas ao horrível formato do MP3. Para minha condição de fã que tem todos os discos (vinte e quatro no total, sendo alguns do formato de vinil, repetidos em formato de CD), os cinco livros sobre os Ramones já lançados no Brasil (lidos, evidentemente), ter incorporado a filosofia do grupo como filosofia de vida e outras coisas menos irrelevantes, seria mesmo surreal este encontro. Eu até já saberia o que dizer a Marky, que atinaria por ser algo realmente dito por um fã de tamanho amor. Sem dúvidas que me emocionaria e talvez até meu debilitado coração emitisse algumas pontadas peculiares de cancerianos. Numa determinada crença indígena, o homem quando encontra seu Deus, é levado pra não mais voltar. Um bom motivo de consolo para o não acontecido encontro surreal. Quem mais merece, é quem não terá.
Agradecimento especial a Deyse Sena pelas fotos desta postagem
Após a apresentação de Marky, ainda subiu ao palco a Almah, paulistana de metal melódico lake em excesso e também subiria a ótima Nekrost, autoral de metal extremo local, que teve sua apresentação cancelada por atraso em toda a programação no local. Porém, este ramonemaníaco aqui já havia se recolhido para sua sombra privada. O intuito maior já havia se concretizado.
Não vou citar nomes, pra não excluir, sem querer, aqueles que não vi neste ato comprobatório de amor a uma banda, mas dedico esta postagem para todos os ramonemaníacos que lagrimaram neste show. Só quem realmente é fã que entenderá a profundidade da dádiva que foi a apresentação de Marky Ramone’s Blitzkrieg em Manaus. Inesquecível!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ramones Day 2014

               No dia 3 de maio deste ano de 2014, exatamente uma semana antes da lenda Marky Ramone tocar na cidade de Manaus pela primeira vez, sucedeu-se no mesmo município o evento conhecido como Ramones Day. Esta edição de 2014 aconteceu na casa de shows Arte & Fato, bem no centro da cidade e vizinha do emblemático Teatro Amazonas. Apesar da significativa melhora de local, em relação ao ano de 2013, as atrações foram exatamente as mesmas. The Mones fechando a festa, Antiga Roll e Playmobils precedendo com a Let’s Go abrindo a noite (esta última formada por membros das bandas Luneta Mágica e Dpeids).
Let's Go começando a celebração que é o Ramones Day
Sem a pretensão de resenhar todo o evento e apenas no intuito de agradecer a participação deste que vos escreve em todas as quatro bandas que lá tocaram, não há muito a falar que não seja elogios.
A surpresa maior para mim foi em ter tocado com a Let’s Go. Quando eu cheguei no estúdio para ensaiar com a Antiga Roll, uns dias antes do evento, entrei na sala de onde vinha o som. Como sempre chego cedo e nenhum membro da Antiga Roll havia chegado, diferente do que pensei, pois o que se escutava era Ramones sendo ensaiado. Ao abrir a porta, me dei com a Let’s Go. Assim que me viu, Ramon (guitarrista/vocalista) foi logo me convidando:
- Hey, man. Canta uma música aí com a gente. Qual tu quer cantar?
Em família com os queridos Playmobils
Coincidentemente, eles haviam acabado de tocar “Outsider”, terceira faixa do disco Subterraneam Jungle de 1983. Música esta que eu sempre quis tocar. Não deu outra. Aliás, deu sim. “I Don’t Care” do clássico Rocket to Russia. Primeira participação com a Let’s Go, primeiro contato com os garotos e empatia de imediato. Certamente que estes são talentosos e esbanjam qualidade tocando seus devidos instrumentos.
A honra em dividir o palco com Antiga Roll
Com a Playmobils já é algo mais familiar. Os componentes já são “mais chegados” e há uma química genética entre nós. Típica de quem tem Ramones no sangue, não que outros não tenham, mas com os Playmobils há algo a mais pessoal. Com eles foram “Chasing the Night”. “I Don’t Wanna Walk Around With You”, “You Sound Like You’re Sick” (do subestimado Pleasant Dreams) e “Now I Wanna Sniff Some Glue” que teve seu refrâo a capela cantado em português. Sempre um prazer tocar com essa trupe.
Com a Antiga Roll também foi o primeiro contato. Três músicas fizeram o set list com eles, contando também com a participação de Bruno Castro (Let’s Go e Dpeids). “I Wanna Live”, “Take the Pain Away” do album de despedida dos Ramones e “We’re a Happy Family”. Pra mim foi uma honra tocar com esses garotos e fiquei mais feliz ainda quando Diego (vocalista da banda) me disse:
Na segurança pra extravasar com os The Mones
- Pode nos considerar como amigos.
Pra fechar a noite, a participação com a The Mones. Também velhos conhecidos. Comigo o repertório mais bem ensaiado e me deu segurança para extravasar na performance com “I Got a Lot to Say” (que teve vocais divididos com Douglas Mandrake, promoter do evento), “I Wanna Be Well” e a linda “Garden of Serenity”. Esta terceira foi um sonho meu realizado. Sempre disse que não podia morrer enquanto não cantasse essa música. Pois bem, os Mones ensaiaram ela, pra realizar este meu sonho. Motivo de minha eterna gratidão a eles.

Em suma, o local Arte & Fato teve o seu melhor palco já montado até agora, com direito a novo layout, nível elevado em plataforma e decoração especialmente feita pelos amigos da Antiga Roll, por Albenízio da Playmobils e com auxílio de Mandrake e Frank (banda Sentapua). O áudio estava com ótima sonoridade e certamente que estes dois fatores (som e palco) influenciaram muito para subir a qualidade, em relação ao mesmo evento realizado no ano anterior. O clima de confraternização em torno da filosofia ramoníaca e de seus adeptos está perpetuado no nome Ramones Day. Que venha o de 2015.
Dividindo os vocais com o promoter Mandrake em I Got a Lot to Say