Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Antiga Roll - De Jaqueta no Inferno

É indiscutível que os Ramones influenciaram gerações inteiras em qualquer parte do mundo. Mais do que óbvio e inegável, esta afirmação pode ser comprovada sem muito esforço em praticamente todas as cidades. O imprevisível é que isso fluiria mesmo nos confins do interior do Estado do Amazonas. Pois é do município de Maués, localizado na região central da Amazônia, que surgiu a ramoníaca banda Antiga Roll, agora estabilizada (por motivos lógicos) na capital Manaus. Após lançar um CD demo (Nós Amamos Toda Essa Sujeira”, em 2009), no ano de 2012 lançam um debut EP intitulado “De Jaqueta no Inferno”. Ambos disponibilizados para download gratuito no blog do grupo.
A ótima capa do debut de uma banda que ainda promete muito
Com o EP físico em mãos, aperto o play do aparelho e degusto “Landau” que abre o trabalho, com backing vocals, refrão grudento e duração um pouco superior a dois minutos, bem nas características dos quatro novaiorquinos citados como influência acima. A segunda é “Teu LP” que pode sugerir um trocadilho pecaminoso em seus versos, para os mais libidinosos. Em seguida vem a faixa que nomeia o disquinho, e não se diferencia muito do todo, sendo esta com frases um pouquinho machistas, mas nada que comprometa o cativo rocker. A quarta faixa é “Teu Escravo” que perdoa de vez a pitada machista da anterior com sua devoção erótica submissa. Pra fechar a bolachinha com chave de ouro, vem a mais rockeira do disco. “Baby” tem um capricho especial nos arranjos com um naipe de metais. Com uma levada totalmente rockabilly, a música faz justiça em ser a mais longa (2:56 de duração) dentre todas.
A produção está excelente para o padrão de praxe no meio manauara e um destaque evidente vai para a parte gráfica com ótimas ilustrações em capa, contra capa e encarte que tem letras e uma indispensável ficha técnica. Um orgulho é ver apoio local e produção conjunta de pessoas que acreditaram e apostaram nesta sonoridade cosmopolita. O único problema é que, pelo fato de ser um EP, fica aquele torturante gostinho de “quero mais”.
Em suma, “De Jaqueta no Inferno” não é apenas o debut da banda Antiga Roll, mas também o registro concreto de que rock simples, dançante, despojado e de excelente qualidade, também se produz na Zona Franca de Manaus.
Não deixe de adquirir.

quinta-feira, 20 de março de 2014

As 10 Mais Músicas

           Seguindo a tradição das listas “10 Mais”, agora apresento meu gosto pessoal quanto a músicas propriamente ditas.


AS 10 MAIS MÚSICAS (NACIONAIS):

1)    “Lobo Expiatório” do Camisa de Venus;
2)    “Ninguém Vai Sair Vivo Daqui” de Marcelo Nova:
3)    “Eu Sou Egoísta” de Raul Seixas;
4)    “Filha da Puta” do Ultraje a Rigor;
5)    “Proteção” do Plebe Rude;
6)    “Ele Disse Não” do Inocentes;
7)    “Mistérios da Sexualidade Humana” do Replicantes;
8)    “É Natal!” do Cólera;
9)    “Pobre Paulista” do Ira! E
10)  “Tempo Perdido” do Legião Urbana.
God Save the Queen do Sex Pistols está dentre os singles mais
caros da indústria fonográfica


AS 10 MAIS MÚSICAS (INTERNACIONAIS):

1)    “Garden of Serenity” do Ramones;
2)    “Thick as Thieves” do The Jam;
3)    “God Save the Queen” do Sex Pistols;
4)    “Charlies Watching” do Toy Dolls;
5)    “Fast as a Shark” do Accept;
6)    “Broken Nose” do Catherine Wheel;
7)    “London Calling” do The Clash;
8)    “Ritual” do Ghost;
9)    “Marian (Version)” do Sisters of Mercy e
10)  “Happy Together” do The Jam.


AS 10 MAIS MÚSICAS BALADAS (NACIONAIS):

1)    “Coração Sequestrado” do Marcelo Nova;
2)    “Lena” do Camisa de Venus:
3)    “Índios” do Legião Urbana;
4)    “Mais que Um Sonhador” do Degradée;
5)    “Garota do Ano” de Arnaldo Brandão;
6)    “Me Chama” do Lobão;
7)    “Sangue Frio” do Azul Limão;
8)    “Só pro Meu Prazer” do Heróis da Resistência;
9)    “Sandina” do Replicantes e
10)  “Lar de Maravilhas” do Casa das Máquinas.


AS 10 MAIS MÚSICAS BALADAS (INTERNACIONAIS):

1)    “Carnation” do The Jam;
2)    “Can’t Get You Outta My Mind” do Ramones;
3)    “Play Your Game” do S.J. & the Crossroads;
4)    “Waiting for the Sun” do The Doors;
5)    “Soldier of Fortune” do Deep Purple;
6)    “No Time to Loose” do Accept;
7)    “The Price” do Twisted Sister;
8)    “Without Your Love” do TNT;
9)    “When the Smoke is Going Down” do Scorpions e
10)  “Tears of Fire” do Keel.


AS 10 MAIS MÚSICAS COVER (NACIONAIS):

1)    “Eu Acredito em Milagres” interpretação de “I Believe in Miracles” dos Ramones feita por Wander Wildner;
2)    “Carolina” interpretação de Luiz Gonzaga feita pelo Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis;
3)    “Quanto Vale a Liberdade” interpretação do Cólera feita pelo Inocentes;
4)    “Lutar, Matar” interpretação do Olho Seco feita pelo Korzus;
5)    “Drug Me” interpretação do Dead Kennedys feita pelo Sepultura;
6)    “Popstar” interpretação do João Penca e Seus Miquinhos Amestrados feita por Alvin L.;
7)    “Buracos Suburbanos” interpretação do Psykose feita pelo Ratos de Porão;
8)    “Runaway” interpretação de Del Shannon feita pelo Ultraje a Rigor;
9)    “Pra Ficar Comigo” interpretação do The Clash feita pelo Ira! E
10)  “Ouro de Tolo” interpretação de Raul Seixas feita pelo Camisa de Venus.


AS 10 MAIS MÚSICAS COVER (INTERNACIONAIS):

1)    “Somebody to Love” interpretação de Jefferson Airplane feita pelo Ramones:
2)    “No Fun” interpretação do The Stooges feita pelo Sex Pistols;
3)    “Dream On” interpretação do Bermude Triangle feita pelo Aerosmith;
4)    “Cross Eyed Mary” interpretação do Jethro Tull feita pelo Iron Maiden;
5)    “Brand New Cadillac” interpretação de Vince Taylor & his Playboys feita pelo The Clash;
6)    “Viva Las Vegas” interpretação de Elvis Presley feita pelo Dead Kennedys;
7)    “God Save the Queen” interpretação do Sex Pistols feita pelo Anthrax;
8)    “Summertime” interpretação de George Gershwin feita por Janis Joplin;
9)    “Am’ I Evil” interpretação de Diamond Head feita pelo Metallica e
10)  “Forward to Death” interpretação do Dead Kennedys feita pelo Nomeansno.


AS 10 MAIS MÚSICAS INSTRUMENTAIS (NACIONAIS):

1)    “Chuva Inflamável” do Camisa de Venus;
2)    “Adeus Carne” do Inocentes;
3)    “Rinoceronte na Montanha de Geléia” do Violeta de Outono;
4)    “Five Minutes Beyond the Walls” do Mutilator;
5)    “Kaiowas” do Sepultura;
6)    “Os Cães Ladram (Mas Não Mordem) e a Caravana Passa” do Ultraje a Rigor;
7)    “Aria” do Taurus;
8)    “Lixo do Mangue” do Chico Science & Nação Zumbi;
9)    “Lost Time” do Attomica e
10)  “Megaforce” do Panic.


Coast to Coast do Scorpions é um dos raros singles instrumentais
AS 10 MAIS MÚSICAS INSTRUMENTAIS (INTERNACIONAIS):

1)    “Durango 95” do Ramones;
2)    “Transilvania” do Iron Maiden;
3)    “Coast to Coast” do Scorpions;
4)    “The Call of Ktulu” do Metallica;
5)    “For the Love of God” do Steve Vai;
6)    “Epilogue” do English Dogs;
7)    “Sabre Dance” do Toy Dolls;
8)    “Moby Dick” do Led Zeppelin;
9)    “Mosh, Don’t Pass the Guy” do Frank Black e
10)  “The Hellion” do Judas Priest.


AS 10 MAIS MÚSICAS BLUES (NACIONAIS):

1)    “Morte ao Anoitecer” do Camisa de Venus;
2)    “Midnight Blues” do Inocentes;
3)    “O Sol Também me Levanta” do Blues Etílicos;
4)    “Canceriano Sem Lar” do Raul Seixas;
5)    “Guarda Essa Canção” do Barão Vermelho;
6)    “Pais e Filhos” do Legião Urbana;
7)    “Genuíno Pedaço do Cristo” de André Christovam;
8)    “Bues da Piedade” de Cazuza;
9)    “Cocaína” de Marcelo Nova e
10)  “Medicine Blues” do Witchhammer.


AS 10 MAIS MÚSICAS BLUES (INTERNACIONAIS):

1)    “Maybe” da Janis Joplin;
2)    “Since I’ve Been Loving You” do Led Zeppelin;
3)    “You Shook Me” de Willie Dixon;
4)    “The Jack” do AC/DC;
5)    “Roadhouse Blues” do The Doors;
6)    “Pride and Joy” de Stevie Ray Vaughan and Double Trouble;
7)    “Hey Joe” de Jimi Hendrix;
8)    “Seamus” do Pink Floyd;
9)    “One Bourbon, One Scotch, One Beer” de John Lee Hooker e
10)  “Cross Road Blues” de Robert Johnson.


AS 10 MAIS MÚSICAS ROCK AND ROLL (NACIONAIS):

O raríssimo single de Sinca Chambord do
Camisa de Venus
1)    “Rock ‘n Roll” de Raul Seixas e Marcelo Nova;
2)    “Sinca Cachambord” do Camisa de Venus;
3)    “Banco de Trás de Um Cadillac” do Cascavelletes;
4)    “Stress” do Casa das Máquinas;
5)    “On the Rocks” Rita Lee e Roberto de Carvalho;
6)    “Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde que Eu Tenha o Rock and Roll” do Mutantes;
7)    “O Vira” do Secos e Molhados;
8)    “Pro Dia Nascer Feliz” do Barão Vermelho;
9)    “O Chiclete” do Ultraje a Rigor e
10)  “O Rapé” do Joelho de Porco.


AS 10 MAIS MÚSICAS ROCK AND ROLL (INTERNACIONAIS):

1)    “Great Balls of Fire” de Jerry Lee Lewis;
2)    “Helter Skelter” do The Beatles;
3)    “Rock and Roll” do Led Zeppelin;
4)    “Blue Suede Shoes” de Elvis Presley;
5)    “Rock and Roll High School” do Ramones;
6)    “Rocker” do AC/DC;
7)    “It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)” do Rolling Stones;
8)    “Ace of Spades” do Motörhead;
9)    “Rock This Town” do Stray Cats e
10)  “Long Live Rock and Roll” do Rainbow.


AS 10 MAIS MÚSICAS PSICODÉLICAS (NACIONAIS):

1)    “Eternamente” de Walter Franco;
2)    “Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets” do Mutantes;
3)    “Cilindro Cônico” do Casa das Máquinas;
4)    “Tubarões Voadores” de Arrigo Barnabé;
5)    “Império dos Sentidos” de Fausto Fawcett e Robôs Efêmeros;
6)    “Em Toda Parte” do Violeta de Outono:
7)    “O Peixe” de Vera Neghri;
8)    “A Sétima Efervescência Intergaláctica” de Júpiter Maçã;
9)    “Sobremesa” de Chico Science e Nação Zumbi e
10)  “Atrás de Espaçonaves” do Haxixins.


AS 10 MAIS MÚSICAS PSICODÉLICAS (INTERNACIONAIS):

1)    “Revolution 9” do The Beatles;
2)    “Echoes” do Pink Floyd;
3)    “Hocus Pocus” do Focus;
4)    “A Tab in the Ocean” do Nektar;
5)    “In a Gadda da Vida” do Iron Butterfly;
6)    “21st Century Shizoid Man Mirrors” do King Crimson;
7)    “The Story of the Hare Who Lost his Spectables” do Jethro Tull;
8)    “Blues for Allah” do Grateful Dead;
9)    “The Musical Box” do Genesis e
10)  “We Will Fall” do The Stooges.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Recortes Ácidos - O Rock dos Playmobils

Escrito pelo vocalista/baixista da banda, Albenízio Júnior, Recortes Ácidos – O Rock dos Playmobils trata-se de um divertido relato cronológico da, já não tão curta, história deste power trio amazônido, com influências ramoníacas evidentes, que vem conquistando seu espaço pouco a pouco.
Capa do histórico livro de Albenízio Júnior
Com uma linguagem bem popular e um tanto jovial, a cada capítulo, o autor vai traçando um registro dos ensaios, festivais, shows, bares e outros ensejos mais que vão protagonizando o legado do trio. Detalhes de bastidores como organização, divulgação, público e principalmente testemunhos diversos, atraem a atenção do leitor que consegue se imaginar nos episódios como coadjuvante passivo. Mesmo as etapas de mudança de formação amigável, imprevistos desastrosos e de desavenças com terceiros ganham um ar de diversão, o que não foge em nada do espírito das músicas dos Playmobils. Impossível não citar a imensa importância dos irmãos Magnanis (Carol Magnani e Henrique Magnani completam, juntos com Albenízio, o conjunto, respectivamente como guitarrista e baterista) nas composições, letras, arranjos, espírito e unidade do grupo.
A narrativa do livro pode até parecer amadora, em tom de fanzine, mas esta publicação, de 106 páginas, lançada em 2012 pela Editora Controle Gabiru Livros (Juiz de Fora – Minas Gerais) possui grande importância histórica para a música nortista (principalmente o rock manauara) e até mesmo para a literatura local. A justificativa está no fato deste ser o primeiro livro lançado por uma banda de rock da cidade de Manaus, possuir depoimentos de várias pessoas, registro de locais, eventos memoráveis e importantíssimos para o cenário rockeiro amazonense, datas e principalmente fotos antigas que deixam de ser esquecidas em gavetas e passam para as estantes públicas e privadas. Destaque também para ótima qualidade da impressão.
Sem mais delongas, Recortes Ácidos – O Rock dos Playmobils é uma indicação mais do que apropriada para quem estuda, registra, coleciona ou apenas se interessa em ler sobre o rock de Manaus. Procure já adquirir este livro histórico.