Auto biografia artística virtual. Registros de eventos, resenhas, crônicas, contos, poesia marginal e histórias vividas. Tudo autoral. Quando não, os créditos serão dados.

Qualquer semelhança com a realidade é verdade mesmo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Vida

Considerado justamente como um sobrevivente de toda luxúria, que a carreira do rock and roll pode oferecer, Keith Richards não é apenas o guitarrista fundador dos Rolling Stones, mas também um mito, um ícone, uma lenda que caminha a passos firmes, deixando o rastro de seu legado como músico inspirador de gerações inteiras.  Em sua autobiografia, intitulada simplesmente de “Vida”, expõe com muita honestidade, os vícios, as mulheres, as brigas, a infância, as prisões, bastidores e muito mais num linguajar acessível e digno de quem conhece o mundo da música, vive seu deleite e sabe muito bem o que está falando.
Capa da envolvente auto biografia de Keith Richards
Com o auxílio de um ghost writer, o jornalista James Fox, Keith discorre toda sua história que começa na infância pobre com as brigas de escola; contato pelo rádio com os primeiros nomes do rock, como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Fats Domino, dentre outros; o começo da amizade com Mick Jagger, quando ambos conversavam sobre os poucos discos que tinham acesso; os primeiros shows dos Stones, onde ainda não ganhavam dinheiro e por muitas vezes não tinham nem o que comer; a inspiração forçada por um amigo produtor para que a dupla começasse a compor material próprio, em vez de ficar tocando apenas as covers de seus ídolos; making of de praticamente todos os discos, incluindo o lendário processo do magnífico álbum duplo de 1972, Exile on Main Street; o conhecimento empírico das drogas; os relacionamentos, inclusive com a polêmica Anita Pallenberg, mãe de três de seus filhos; os acidentes que quase lhe tiraram a vida; viagens ao redor do mundo; a carreira solo; o gigantesco show na praia de Copacabana no Rio de Janeiro, para um milhão de pessoas; a participação no filme Piratas do Caribe, até o lançamento do último disco em estúdio do grupo, A Bigger Bang do ano de 2005.  Está tudo lá.  E mais, muito mais, como os acessos de estrelismo de Jagger, que quase acabaram com a banda; a morte do problemático Brian Jones; fotos raras e o desmistificar de lendas que giram em torno de seu nome, como por exemplo, a história de que ele já teria trocado de sangue pra tentar limpar seu corpo do abuso de drogas.  Tudo é dito com uma sinceridade que realmente transparece uma personalidade forte e sapiente.  Prova disso, é o amor por sua mãe Dóris, que chega a ser explícito, mesmo pelo motivador incentivo maternal à carreira musical.
A ótima foto que consta na contra capa do livro

O que faz a leitura ser ainda mais agradável, é a ironia e o bom humor deste dinossauro que pode levar facilmente o leitor às gargalhadas.  O livro já abre com a narração de um julgamento hilário, onde Richards, Ron Wood e mais um amigo estão sendo acusados por uso de um monte de drogas.  O detalhe: o delegado que efetuou a prisão estava eufórico e irado, enquanto o juiz encontrava-se completamente bêbado a ponto de suspender a sessão por cinco minutos para ir comprar uma garrafa de whisky.
Recomendado não só para fãs dos Rolling Stones, mas também pra quem deseja saber um pouco mais sobre a lenda Keith Richards, “Vida” é uma obra apaixonada, cheia de sarcasmo bem humorado e com uma relação tênue com a cultura pop contemporânea.
Editora: Globo; tradução: Maria Sílvia Mourão, M. L. Fernandes e R. Rezende; lançamento: 2010; 640 páginas.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Papo Filosófico (Piloto)


Algumas semanas atrás, meu amigo Márcio Etiane me convidou para participar de um podcast.  Na verdade eu nunca havia, nem sequer, escutado um podcast e não tinha ideia do que fazer.  Porém, como este seria voltado para filosofia com uma abordagem jovem e divertida e eu já contar com a experiência de um ano na locução do programa que eu tinha numa web radio (ver blog do programa: http://www.verticalclassicrock.blogspot.com.br/ ), resolvi aceitar o convite e encarar como mais um desafio a ser superado.  Outro agravante é minha falta de tempo, mas agendamos para realizarmos as gravações nos domingos a noite, quando todos estão em casa, descansando, após o fim de semana, para encarar mais uma semana de labuta.  Seguimos em frente e fizemos algumas gravações.  Eis que agora, finalmente, disponibilizamos o episódio piloto do programa Papo Filosófico, onde explicamos o porquê do podcast.
Não sei se estarei presente em todas as gravações que estarão disponíveis no site (http://aviafilosofica.com/), mas também disponibilizarei aqui no blog Orestes, aqueles episódios que eu participar.  Além de mim e de Márcio, também está presente o colega Christer Rodrigues (diretamente do Japão).  Provavelmente alguns convidados participarão de alguns programas futuros.
No link aí em baixo, mais um motivo de amor e ódio para minha pessoa.